1. SEES 25.7.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  CRIME URBANO, ENFIM UMA ESPERANA
3. ENTREVISTA  HENRIQUE CAPRILES RADONSKI  O DAVI CONTRA O GOLIAS
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  EDUCAO PROTEGE O MEIO AMBIENTE?
5. MALSON DA NBREGA  SOBRE O AUMENTO DE GASTOS PBLICOS NA EDUCAO
6. LEITOR
7. BLOGOSFERA
8. EINSTEIN SADE  CLNICAS INTEGRADAS EM ONCOLOGIA

1. VEJA.COM
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

PIRATARIA NA FARMCIA
A Organizao Mundial de Sade estima que 10% dos remdios consumidos no mundo sejam falsificados. Nos pases em desenvolvimento, como o Brasil, essa taxa chega a 30%. Entre os principais alvos dos falsrios esto drogas contra a disfuno ertil, emagrecedores e anabolizantes, mas j houve apreenses de medicamentos contra o cncer e at de vacinas contra a gripe. Para conter a pirataria  e o prejuzo ao pas, estimado em 13 bilhes de reais por ano , uma lei de 2009 deve finalmente sair do papel. O texto cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e vai permitir que os remdios sejam rastreados desde a fabricao at a venda ao consumidor. Reportagem no site de VEJA mostra como funciona esse mercado ilegal e como escapar dessa armadilha.

O VALOR DA EDUCAO
o governo bate o p nos 5%; o Congresso, sensvel em ano eleitoral, vai aprovar o aumento dos investimentos pblicos em educao para 10% do produto interno bruto. Quem, afinal, est certo nessa queda de brao? O site de VEJA ouviu especialistas que afirmam que sair dos atuais 5% para 7% do PIB seria uma escolha mais correta, pois o Brasil ainda d vexame internacional nos investimentos na rea. Mais importante do que um aumento, para eles,  discutir como ser usado o dinheiro para que a educao brasileira possa superar sua crnica falta de qualidade.

LONDRES OLMPICA
Pelas prximas duas semanas, o mundo inteiro estar atento a recordes e medalhas em disputa na Olimpada de Londres. O site de VEJA preparou uma pgina especial para que voc acompanhe as principais notcias do maior evento esportivo do ano, com informaes, fotos e vdeos exclusivos.
Confira tambm:
 perfil dos principais atletas brasileiros;
 os heris olmpicos nacionais;
 o desempenho do Brasil em todos os Jogos da histria; e
 as regras e a histria de todas as modalidades esportivas.

SANTO BAT-INFOGRFICO!
Stima franquia mais rentvel da histria do cinema, com receita de cerca de 2,5 bilhes de dlares em sete filmes, Batman chega ao auge com o fim da trilogia do diretor Christopher Nolan. Batman  O Cavaleiro das Trevas Ressurge entra em cartaz no dia 27 no Brasil, com a promessa de quebrar recordes. Para receber o longa, o site de VEJA preparou material especial sobre o mais perturbado, humano e instigante dos super-heris. Textos sobre o novo filme, a histria do personagem, seus conflitos psicolgicos (e qui sexuais), seus aliados e arqui-inimigos se juntam a galerias de fotos, trailers de filmes e um teste para criar um infogrfico invencvel.


2. CARTA AO LEITOR  CRIME URBANO, ENFIM UMA ESPERANA
     Uma reportagem desta edio de VEJA relata os dramas de pessoas que sofrem de uma dolorosa doena psquica conhecida como stress ps-traumtico, ferida mental e emocional que teima em no se fechar em vtimas de sequestro, assalto, roubo e invaso de sua casa por bandidos. Para essas pessoas, to afetadas quanto soldados veteranos de batalhas sangrentas, o terror nunca termina. So centenas de milhares os brasileiros nesse estado. 
     A reportagem traz tambm uma pesquisa indita feita em todas as capitais do pas sobre como as pessoas esto tentando se defender da guerra urbana promovida pelos criminosos. As solues paliativas so velhas conhecidas  carros blindados, casas que parecem fortificaes medievais, muros eletrificados, segurana privada contratada para dar a sensao de viver em um lar indevassvel, este um direito bsico que o poder pblico no consegue garantir. Alguns cidados, mais alarmados, esto se cercando de aparatos de segurana que em pases normais so privativos de chefes de estado  vigilncia por radar de aproximao, detectores de movimento por raios laser.
     No meio da treva, acende-se uma luz. Especialistas ouvidos por VEJA analisam com otimismo o que ocorre em algumas regies urbanas, So Paulo e Rio principalmente. As estatsticas de roubo esto no mesmo patamar, mas essas regies tm experimentado uma constante e rpida queda no nmero de assassinatos. Isso  resultado de uma feliz combinao de estabilidade financeira, pleno emprego, firme ao policial e maior acesso a tcnicas cientficas de investigao criminal.  um avano. Mas s ser possvel ao Brasil reivindicar seu almejado posto de potncia mundial no dia em que os moradores das grandes cidades puderem voltar para casa a p dos restaurantes, cinemas ou shopping centers  noite sem medo de ser vtimas de algum predador  espreita na esquina.


3. ENTREVISTA  HENRIQUE CAPRILES RADONSKI  O DAVI CONTRA O GOLIAS
O candidato da oposio  Presidncia da Venezuela conta como  enfrentar a mquina eleitoral de Chvez e explica por que no  um bom momento para o pas entrar no Mercosul.
DUDU TEIXEIRA, DE MATURN

Em contraste com a monotonia vermelha dos comcios em apoio ao presidente venezuelano Hugo Chvez, as passeatas do candidato nico da oposio s eleies de outubro, Henrique Capriles Radonski, so uma profuso de cores. Elas representam os mais de vinte partidos que apoiam seu nome para presidente. Nos eventos de Capriles, conhecido como o Magro, tambm no h nibus fretados pelo governo ou bons e bandeiras com o logotipo da petrolfera estatal PDVSA, alguns dos sinais bvios do escandaloso uso de dinheiro pblico a servio da reeleio de Chvez. Capriles, advogado, governador do estado de Miranda, tem quase trs meses para reverter o favoritismo de Chvez. Sua esperana  tornar-se conhecido pelos 23% de eleitores indecisos. Para apoi-lo,  preciso coragem. Em um nico dia de campanha testemunhado por VEJA, a caravana de Capriles furou trs barricadas de chavistas que batiam nos carros e faziam ameaas aos passageiros. Dentro de um nibus na cidade de Maturn, no leste da Venezuela, e com os braos arranhados pelas mulheres (ele  solteiro e acaba de fazer 40 anos), Capriles concedeu a seguinte entrevista.

Os governos do Brasil e da Argentina aproveitaram a suspenso do Paraguai, no ms passado, para acelerar a adeso da Venezuela ao Mercosul. Apesar do subterfgio usado para aprov-la, a entrada no bloco ser boa para os venezuelanos? 
Depende do cenrio. Se o modelo econmico vigente em nosso pas for mantido, no teremos nada a ganhar. As expropriaes de empresas e de fazendas, os confiscos, os blecautes de energia, as estradas malconservadas e os assaltos destruram o aparato produtivo em todas as reas. A Venezuela hoje no exporta nada alm de petrleo, e at esse setor est em declnio, por causa da falta de investimentos. A produo, que j esteve acima de 3 milhes de barris, caiu para 2,4 milhes de barris por dia. A Venezuela se tornou essencialmente um pas importador. H filas de barcos ao longo do litoral esperando para desembarcar contineres cheios de produtos vindos do exterior. Depois, voltam todos vazios para os pases de origem. O ingresso no bloco regional s ser positivo se mudarmos o modelo econmico, valorizando as exportaes. A Venezuela uma terra bendita, que pode diversificar a economia, desenvolvendo o potencial agrcola, o turismo, a indstria e a minerao de ouro e de ferro. Os outros integrantes do Mercosul poderiam comprar nossos produtos com tarifas de importao reduzidas, o que beneficiaria os trabalhadores venezuelanos.  nesse cenrio que eu aposto. No quero que a Venezuela seja uma economia de portos.

Se no h vantagens comerciais, por que Chvez se empenhou tanto para o pas entrar no Mercosul? 
Seu interesse  puramente poltico. O presidente quer estender sua influncia. Ele no est preocupado com o desenvolvimento da Venezuela. Um de seus argumentos foi que os produtos importados ficaro mais baratos. No h nenhuma preocupao com a produo nacional. Vivemos um momento de bonana petrolfera, com o preo do barril de petrleo cotado a preos altssimos. Quando se olha ao redor, porm, parece que estamos exatamente como h quarenta anos. As estradas no tm asfalto e os hospitais esto em runas. Na ultima dcada de governo Chvez, a Venezuela perdeu uma gigantesca oportunidade de se desenvolver.

No incio da campanha, o senhor dizia inspirar-se em Lula. Recentemente, ele declarou apoio a Hugo Chvez. Foi uma m ideia associar-se  imagem do ex-presidente brasileiro? 
Isso no importa. No sou do tipo que personaliza as coisas. Lula foi o capito da equipe, mas o time  o Brasil. O capito mudou, e o Brasil continuou produzindo. Desde o Plano Real, os brasileiros entenderam que tanto o estado como a iniciativa privada tm um papel a cumprir. Quando esses dois trabalham juntos, os mais pobres se beneficiam. No fim, a sada da pobreza  ter um emprego que permita s pessoas se superar. O Brasil compreendeu isso e mantm um modelo de sucesso.

Muitos eleitores de Chvez so beneficirios das misiones, como so chamados os programas sociais do governo. Elas reduziram a pobreza na Venezuela? 
Os cidados s saem da pobreza quando conquistam condies de vida dignas. No basta ter recursos para comprar comida. Sair da pobreza  ter um emprego estvel, ter oportunidades para que os filhos estudem em uma escola de qualidade, morar em uma casa em bom estado e poder ser atendido decentemente em um hospital. O governo criou programas sociais que ajudam, mas no resolvem o problema. Os recursos do estado so insuficientes para que todos possam desfrutar do bem-estar a que aspiram.  preciso contar com a ajuda da iniciativa privada, e isso no aconteceu na Venezuela. Como governador do estado de Miranda, eu tambm criei programas sociais. Eles tm um objetivo final, pois apontam para uma porta de sada. Quem vive na pobreza deve ter um sustento digno at que se capacite para encontrar um emprego formal. Ocorre que, na Venezuela, no se criaram novos empregos. Eles foram reduzidos. O nico empregador que aumentou sua folha de pagamento foi o estado, e ainda assim so postos de trabalho mal remunerados.

O senhor faria alguma mudana nas misiones chavistas? 
Eu proponho que elas no sejam partidarizadas e que a escolha dos beneficirios no obedea a critrios polticos. Se o cidado no pertence ao partido do governo, no ganha nada. Isso  uma chantagem, uma maneira de comprar apoio para o presidente. No importa quem seja o governante, os programas precisam estar bem regulamentados para que cheguem at onde devem chegar, ou seja, a todos os venezuelanos que de fato necessitam.

Chvez est no comando da Venezuela h treze anos e, nesse perodo, as expropriaes de empresas, os apages de eletricidade e os homicdios se tornaram mais frequentes. Apesar disso, ele lidera as pesquisas eleitorais. Como explicar isso? 
A alta no preo do petrleo permitiu a ele repartir os lucros desse recurso com os mais pobres, uma parcela da populao antes ignorada pelos governos nacionais. Eu no reivindico o passado. Chvez  a consequncia de um sistema que implodiu, e se apresentou como um salvador. O problema  que ele no salvou o pas.

Como Caracas se transformou na capital com a maior taxa de homicdios do mundo? 
Governos como o de Chvez se sustentam na anarquia. Quando h uma situao como a atual, de insegurana, quem so os fortes? So dois, o estado e o delinquente. O fraco  o cidado. O que ele faz? Esconde-se. Nessas condies,  mais fcil para Chvez manter os cidados sob controle, porque eles esto amedrontados. O medo e o terror esto presentes na vida dos venezuelanos, isso  uma realidade.

O que o senhor mudaria na poltica externa da Venezuela? 
A Venezuela prioriza as relaes com pases cujo governo  uma vergonha para todos, como a Bielorrssia e o Ir. Veja os amigos que temos. A poltica exterior deve fortalecer as relaes com pases em que h democracia, que respeitam os direitos humanos e com os quais temos interesses em comum: Brasil, Colmbia e Estados Unidos, por exemplo. Chvez fala em no ingerncia e em respeitar a soberania de outros pases, mas ficou numa situao complicada no Paraguai. Menos por causa da reunio do chanceler Nicols Maduro com militares paraguaios (em que o venezuelano insuflou um golpe militar para evitar o impeachment do presidente Fernando Lugo), e mais pela ameaa de Chvez de suspender a venda de petrleo a Assuno. Como algum que se ope ao embargo econmico a Cuba pode defender o mesmo tipo de sano ao Paraguai? Isso prova que a diplomacia da Venezuela obedece apenas s preferncias polticas e pessoais de Chvez. Ele se relaciona com quem sente afinidade ideolgica, e se distancia de todos os outros.

O que Cuba, cujo regime Chvez patrocina, pode esperar do futuro se o senhor se tornar presidente? 
No pretendo suspender as relaes diplomticas com a ilha. Cuba e Venezuela podem ter uma relao ainda mais proveitosa. Atualmente, o que existe  uma admirao de Chvez por Fidel Castro, e uma tentativa do governo venezuelano de manter de p o modelo cubano. Este, contudo,  insustentvel. O processo de abertura de Cuba vem sendo adiado h muitos anos, mas  inevitvel.

O senhor disputa as eleies em igualdade de condies com Chvez? 
Qualquer pessoa que ficar uma semana na Venezuela perceber que no. Ao ligar a televiso, ver todos os canais pblicos dedicados a fazer campanha para o presidente. Mais do que isso, ver como esses programas pagos com o dinheiro dos contribuintes se esmeram em me desprestigiar. Tambm ver as publicidades do governo que todos os jornais e canais so obrigados a divulgar, de graa. Em compensao, as visitas que tenho feito pessoalmente aos povoados do pas so inditas. O governo at tentou impedir que eu fizesse a campanha dessa forma. Chvez nunca se empenhou em um corpo a corpo como esse. Assim vencerei essas eleies, no colando cartazes por todos os lados ou falando o tempo todo na televiso.

O senhor se considera de direita, como afirma Chvez? 
No, e esse no  o debate da minha gerao. Essas etiquetas no servem mais. A China  comunista?  um debate do passado, assim como as ideias de Chvez. O atual governo, que se diz de esquerda, na realidade  apenas retrgrado. Chvez nunca quis que eu fosse candidato, por isso tenta me desqualificar inventando um rtulo qualquer. Ele queria enfrentar um candidato que representasse o passado. Lamentavelmente para ele, no foi o que aconteceu. Quem comparece aos meus atos de campanha so, em sua maioria, jovens. Entre eles, a taxa de desemprego chega a 20%. As mensagens ideolgicas de Chvez no fazem o menor sentido para eles.

Chvez diz que h um plano da oposio para no reconhecer o resultado das eleies. Por outro lado, alguns militares chavistas deram a entender que no aceitaro uma derrota do presidente. Que credibilidade tero essas eleies?
Eu propus a Chvez a assinatura de um acordo formal em que nos comprometeremos a respeitar a deciso das urnas. Esse documento, contudo, deve incluir o compromisso de no usar os recursos da petrolfera estatal na campanha, de no transmitir discursos polticos em cadeias de televiso, de no obrigar os funcionrios pblicos a ir aos comcios do presidente e de no usar a polcia para impedir nossas passeatas. Essas violaes das leis eleitorais ocorrem diariamente. (O acordo foi assinado aps a entrevista, sem os compromissos adicionais propostos por Capriles.)

Quais so os outros mtodos usados pelo governo para intimidar a oposio?
Houve a criao das milcias fiis ao presidente, que no obedecem s Foras Armadas. Todo pas tem o seu contingente de reservistas. Chvez transformou civis em um brao poltico armado de seu governo. O objetivo  amedrontar a populao. Em Caracas, tambm existem os coletivos armados, que atacam os opositores do governo e controlam territrios inteiros da capital.  preciso desarm-los totalmente.

Chvez passou o ltimo ano recebendo tratamento contra um cncer, sobre o qual o governo faz muito mistrio. A doena pode influenciar no resultado das eleies? 
No acho que a enfermidade possa ajudar ou atrapalhar. O debate  outro. As pessoas esto cansadas de sentir medo e de ter de falar o que no pensam apenas para agradar ao governo e no perder o pouco que ganham do estado. A maioria quer mudar o governo e viver em paz. Estou convencido de que a partir de 8 de outubro, aps a votao, haver uma nova realidade poltica no pas. 


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  EDUCAO PROTEGE O MEIO AMBIENTE?
     Neste ensaio, no ataco, no catequizo. Pergunto e tento responder com o melhor que a cincia tem a oferecer. Talvez o assunto do aquecimento global seja controvertido. Mas h evidncia slida de que o meio ambiente est sendo estragado a um ritmo alarmante. Os recursos naturais so escassos e a voracidade no seu uso s tende a crescer. A conta ecolgica no fecha. Tampouco se sustenta a dicotomia entre os ecoirresponsveis e os ecobobos  esses ltimos, com sua romntica tirania de que  preciso preservar tudo. O Caminho do Meio  aprender a usar a natureza com parcimnia e inteligncia. E o papel da escola nisso tudo? No caso, falamos de escolaridade, pois  o que se pode medir. Que fique claro, escola no faz mgica. A Unio Sovitica cometeu incontveis barbaridades contra o meio ambiente (por exemplo, secar o Mar de Aral), apesar de ser, na poca, uma das naes mais escolarizadas do mundo. E no  o nico exemplo de gente escolarizada pecando contra o meio ambiente. Alm disso, sem longo tempo na escola, os avanos se tornam muito difceis. Assim sendo, parece ser condio necessria, mas no suficiente.
     Para entender melhor, podemos pensar que ir  escola traz consequncias de dois tipos: cognitivas e afetivas. Ou seja, no entendimento e nos valores. Vejamos uma de cada vez. No parece ser possvel usar os recursos naturais com juzo sem entender os processos e ciclos biolgicos. Alis, tanto quanto sei, apenas demografia rala e tecnologia impotente permitiram a povos primitivos no danificar a natureza. Nossos ndios praticavam a coivara (queimar/cultivar/abandonar). S no deixaram grandes estragos porque eram poucos. Equilbrios so delicados. Uma mexidinha aqui estraga algo acol. Por que as abelhas esto sumindo? E os sapos e as rs? Em lagos da Nova Inglaterra, os pssaros migratrios escassearam. Eis a razo: o homem matou os lobos e, com isso, a populao de veados cresceu, deixando sem comida os passarinhos. E por a afora.
     Sem pesquisa sria no compreendemos os ciclos da natureza e seus acidentes. E, sem um ensino de qualidade para todos, a sociedade no entende as explicaes dos cientistas. Sem escola, o entendimento s atinge onde a vista alcana, em assuntos em que muitos problemas no so visveis a olho nu, como o aquecimento global. Da mesma forma, se eu destruo infinitesimamente, nada acontece, mas, se todos destroem o seu infinitsimo, o somatrio  a catstrofe ecolgica (caso clssico de falcia de composio). As consequncias da educao sobre valores, atitudes, aspiraes e hbitos so potentes. Alinho adiante alguns dos resultados mostrados por pesquisas recentes e metodologicamente confiveis. No esprito do ensaio, apenas constato que quem tem mais escolaridade valoriza mais o futuro e, em prol dele, dispe-se a abrir mo de gratificaes presentes. Pensa mais no filho, no neto e no mundo que deixar para eles. No  suprfluo lembrar que os mais escolarizados avaliam melhor seus governantes e votam naqueles mais comprometidos com o interesse coletivo.
     Pesquisas revelam: a educao reduz a fertilidade. De fato, s h exploso demogrfica entre os ignorantes. Tambm  demonstrado por pesquisas: aumenta com a escolaridade a intolerncia para com o ilcito. Apesar de certas manchetes de jornal, o descumprimento da lei ocorre com mais frequncia entre os menos educados.
     A expresso capital social se associa  propenso para a ao coletiva, confiando e colaborando com os outros, sem a certeza de que os outros faro o mesmo.  a disposio voluntarista de investir no que promove o interesse coletivo. Nos assuntos de meio ambiente, esse investimento sem garantia de reciprocidade  essencial, pois  difcil fiscalizar o que cada um faz de bom ou de ruim para o meio ambiente. E, hoje sabemos, quanto mais escolaridade, maior a facilidade de desenvolver capital social.
     H muito a ser feito para mitigar os impactos de um uso desmedido da natureza ou uma demografia excessiva. Mas a tarefa  infinitamente mais rdua, se no impossvel, se  pouca e ruim a educao. Pena que a Rio+20 quase se esqueceu dela.
CLAUDIO DE MOURA CASTRO  economista


5. MALSON DA NBREGA  SOBRE O AUMENTO DE GASTOS PBLICOS NA EDUCAO
      bem-intencionado o aumento dos gastos pblicos em educao para 10% do PIB, aprovado em comisso especial da Cmara. Mas  tambm um enorme equvoco. No quebrar o pas, como se disse, mas vai exigir maior carga tributria (a margem para novas despesas  ntima) e pode reduzir o potencial de crescimento. Ou seja, menos emprego, menos renda e menos bem-estar, ao contrrio do que parece.
     No  o volume de gastos que melhora a educao. O Brasil j despende 5,1% do PIB na rea, enquanto  de 4,8% a mdia dos pases-membros da Organizao para a Cooperao e o Desenvolvimento Econmico (OCDE), quase todos muito ricos. Segundo as Naes Unidas/Unesco, nossos gastos superam, como proporo do PIB, os de Japo (3,3%), Alemanha (4%), Coreia do Sul (4,5%) e Canad (4,6%). Mesmo assim, no ltimo teste conduzido pela OCDE/Pisa, ficamos em 53 lugar entre 65 pases em leitura, matemtica e cincia. A nossa frente esto Colmbia, Mxico, Uruguai, Chile, Tailndia, Turquia e outros pases emergentes. A China (Xangai) ficou em primeiro lugar nas trs matrias.
     Quem faz f no mrito desse aumento de gastos deveria examinar o caso da China. L se despendem menos de 4% do PIB, mas a educao  a alavanca do seu robusto desenvolvimento. Nos ltimos vinte anos, a taxa de analfabetismo caiu de 22,8% para 5,7% da populao adulta (9,7% no Brasil). Para o professor Jos Pastore, a educao  a arma definida por eles para dominar o mundo, revolucionando a preparao de talentos para cincia e tecnologia. Na ltima dcada, o nmero de jovens chineses nas melhores universidades do mundo cresceu dez vezes. Em 2009, havia 120.000 deles em escolas americanas, a maioria em cursos de ps-graduao. Os brasileiros eram 7500 (3500 em ps-graduao). Segundo o Wall Street Journal, em 2011 os chineses compunham quase a metade dos estudantes estrangeiros em cursos de mestrado e doutorado nos Estados Unidos.
     Com gastos relativamente menores do que os do Brasil, a China avanou muito em pesquisa e desenvolvimento, o que requer pessoal de altssima qualificao. Conforme relatrio da Thomson Reuters, em 2011 a China superou os Estados Unidos e o Japo no registro de patentes. No por acaso, sua economia cresce cada vez mais com base em produtos de alta tecnologia, como bens de capital para telecomunicaes. Os chineses ganharam da Alemanha a liderana em painis solares. A China  o terceiro pas a enviar astronautas ao espao. Sua estao espacial ser concluda em 2020. H plano de pr um chins na Lua at 2025.
     O Brasil precisa mesmo  de uma revoluo no uso dos gastos pblicos em educao: melhorar a gesto dos recursos, aumentar a qualificao dos professores e remuner-los bem e por desempenho, como acontece nos pases bem-sucedidos em elevar a qualidade da educao. H que abandonar a resistncia ideolgica  cobrana de mensalidade nas universidades pblicas, o que beneficia essencialmente os estratos mais ricos. A propsito, no existe ensino gratuito. Os respectivos gastos so cobertos pelos contribuintes. Cabe lembrar que os pobres pagam, como proporo de sua renda, mais impostos do que os ricos. Na China, a educao superior  paga. O governo subvenciona os alunos talentosos cujas famlias no podem custear seus estudos universitrios. O Brasil poderia fazer o mesmo.
     A proposta da Cmara para aumentar os gastos em educao amplia projeto igualmente inconsequente do Executivo, de elev-los para 7% do PIB, mais do que em pases campees de xito na educao, que gastam relativamente menos: Sucia (6,7%), Noruega (6,4%) e Finlndia (6,1%). O Brasil perderia para Cuba (13,6%). L, at camareira de hotel tem curso superior, mas a educao no evita que o pas, reprimido pelo comunismo, continue pobre e sem futuro.
     Entre 2010 e 2050, a populao de crianas de at 14 anos diminuir 42,7%: de 49,4 milhes para 28,3 milhes. Alm de estudarem os efeitos da demografia nos gastos em educao, os deputados poderiam ler o excelente texto sobre o tema, de Marcio Gold Firmo. no novo livro de Fabio Giambiagi e Armando Cascelar Pinheiro (Alm da Euforia, Editora Elsevier). Decidiriam melhor.
MALSON DA NBREGA  economista


6. LEITOR

ECONOMIA BRASILEIRA
Na elogivel reportagem A mo que no embala o PIB (18 de julho), considero muito instrutiva a comparao sucinta de diversas orientaes de administrao econmica apresentada na infografia Da mo de ferro  mo invisvel, publicada nas pginas 80 e 81. H elementos circunstanciais. Alguns desses se originam da desateno ao equilbrio oramentrio e a boas prticas.  funo do governo observar e fazer observar esses princpios, inclusive para evitar intervenes corretivas e seus efeitos colaterais imprevisveis. A qualidade profissional da administrao pblica, independentemente do governante ocasional, est bem evidenciada. Reprimir a iniciativa privada resulta em pobreza.
HARALD HELLMUTH
So Paulo, SP

A reportagem especial do jornalista Giuliano Guandalini e equipe mostra com clareza quanto  importante investir em nossa precria infraestrutura, que estrangula o pas. Para crescer,  fundamental reduzir o custo Brasil. S assim o pas se desenvolve e coloca preo justo nos seus produtos para o mercado externo. Caso contrrio, continuaremos refns das grandes naes e da burocracia que emperra o crescimento industrial.
FELIPE BUONORA 
Recife, PE

Quando se juntam aes governamentais que preveem apenas o crescimento imediatista, com pouca disposio de acabar com os entraves que realmente prejudicam o desenvolvimento da economia, temos o resultado que se pode constatar no horizonte: estagnao econmica.
DIOGO P. DA SILVA
Araguari, MG

A mo pesada do estado  feita de ao nacional exportado para a China como matria-prima e importado como produto manufaturado (mais caro): as engrenagens so adquiridas em licitaes direcionadas e combinadas: as compras so superfaturadas; e assim por diante... Desse modo, a mo do estado no consegue atingir o objetivo da teoria econmica: regular as desigualdades produzidas pela mo invisvel.
SJLVIO CARLOS DOS SANTOS
So Jos dos Pinhais, PR

Parabns pela reportagem. O grande problema do Brasil  que nestes dez anos de governo petista o que vimos foi a concretizao de um plano de governo que teve por objetivo apenas estar no poder. O PT nunca apresentou um plano de governo que visasse ao desenvolvimento do pas a mdio e longo prazos. Essa  a mais pura verdade.
LESLIE HERINGER
So Paulo, SP

LYA LUFT
Solidarizo-me com VEJA e com a escritora Lya Luft pelo artigo O instinto animal (18 de julho), no qual ela desperta os leitores e autoridades para a importncia da educao na transformao do povo que precisamos ser. O mundo desenvolvido asitico fez em cinquenta anos o que ns no temos feito em 500.
ANTNIO RAFAEL DE MENEZES
Presidente da Academia Pernambucana de Educao e Cultura (Apec)
Recife, PE

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
Ganhei o ano ao ler a entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Mas onde foi parar o debate?, 18 de julho). Que saudade de ter como presidente uma pessoa culta, inteligente e de viso.
DEBORAH MARQUES ZOPPI
So Paulo, SP

Com seus 81 anos, Fernando Henrique Cardoso esta lcido e nos deu uma verdadeira lio de economia, com bastante clareza e sinceridade.
JOS CARLOS S. PINHO
Salvador, BA

Presidente Dilma, leia a fantstica entrevista com FHC. A senhora vai aprender muito.
MARIA BORGES MAGATON
Mato, SP

Oportuna, esclarecedora e bem realizada a entrevista com FHC. Eu era feliz e sabia.
NEIL FERREIRA
Carapicuba, SP

Cada vez que leio uma entrevista com Fernando Henrique Cardoso, meu pequeno universo de informaes torna-se vasto a respeito de qualquer assunto que ele discute. Que bom poder usufruir essa fonte de inteligncia.
REGINA BTTENCOURT BOTTI
Joo Pessoa, PB

FHC consegue sintetizar o momento brasileiro e mundial de uma maneira simples, educativa e sem o rano da oposio por no estar no comando. O prmio Kluge, concedido recentemente a ele pela Biblioteca do Congresso americano,  mais do que merecido.
MARCELO ALVES MOREIRA
So Paulo, SP

O prmio recebido por Fernando Henrique Cardoso se deve ao reconhecimento internacional pela sua cultura, honestidade e capacidade administrativa.
LUIZ CARLOS NASCIMENTO TOURINHO
Curitiba, PR

O prmio Kluge foi o reconhecimento quele que talvez seja a maior figura poltica da nossa histria, e a quem devemos, de fato, a guinada para a nossa evoluo e o reconhecimento internacional hoje desfrutado pelo Brasil.
ANTONIO PARANHOS
Rio de Janeiro, RJ

Estamos carentes na poltica brasileira atualmente no apenas de polticos que representem os nossos interesses e lutem pelos nossos direitos; precisamos de homens e polticos como FHC.
ADRIANA BARBOSA FIGUEIREDO
Vila Velha, ES

O Brasil precisa urgentemente do bom-senso e do equilbrio de FHC.
MARCOS ARRUDA VIEIRA
Poos de Caldos, MG

Parabns a VEJA pelo espao e muito obrigado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Bem mais que uma reflexo de deliciosa leitura, foi uma mudana de assunto, um convite ao debate e ao pensamento, uma prestao de servio cvico, uma pessoa influente que fala com responsabilidade de tudo e com todos de forma clara e transparente.
JOSEMAR FUREGATTI DE ABREU SILVA 
Campinas, SP

FHC foi muito coerente em seus argumentos ao falar sobre Bolsa Empresa, concentrao de renda e monoplio. O setor de refrigerantes no Brasil passa exatamente por isso. As grandes corporaes  apenas duas empresas que concentram mais de 90% do faturamento do setor  recebem muitos incentivos do governo federal e, quando provocamos as discusses, os interlocutores fingem no ouvir. O reflexo disso  claro: ramos 850 pequenas empresas regionais no fim dos anos 90 e agora somos menos de 200.
FERNANDO RODRIGUES DE BAIRROS
Presidente da Associao dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras)
Guarapuava, PR

JR. GUZZO
No artigo F ao avesso (18 de julho), J.R. Guzzo analisa o pfio desempenho da outrora brilhante, competente e orgulhosa chancelaria brasileira. Esquisita a chancelaria brasileira, nitidamente contra os brasileiros e o Brasil.
FTIMA ROSADO
Rio de Janeiro, RJ

O artigo mostra uma realidade dolorida sobre a poltica externa brasileira. O respeito pelo Brasil vai se esfarelando na Amrica do Sul.
NIVALDO JOS CHIOSSI 
So Pauto, SP

Mais um excelente artigo de Guzzo. Sua anlise sobre a nossa poltica externa dos ltimos anos  perfeita.
NEWTON DE R. B. COTRIM 
Juiz de Fora, MG

Seu artigo desta semana  uma verdadeira catarse para ns, seus leitores.
FABIO RALSTON 
Por e-mail

No artigo F ao avesso, despertou-me ateno o fato de o Paraguai ter descumprido o acordo firmado em relao  Usina de Itaipu e o contribuinte brasileiro (l-se classe mdia brasileira) ter novamente pago a conta. At quando seremos extorquidos dessa forma?
LUIZ BIANCHI 
Por e-mail

JHONATAN DE SOUSA SILVA
A reportagem Profisso: assassino (18 de julho), sobre o assassino Jhonatan de Sousa Silva,  emblemtica por mostrar por que, em nosso pas, a mesma impunidade que brinda os corruptos garante tambm aos criminosos sanguinrios a grande probabilidade de no ser apanhados.
CARLOS ALBERTO DEFAVERI
Delegado de polcia 
Vacaria, RS

CASSAO DE DEMSTENES TORRES 
A cassao de Demstenes Torres foi primordial na busca de uma poltica mais salutar no Brasil (Anttese cassada, 18 de julho). Mas no podemos politizar a tica! Aristteles asseverava que justia  tratar os iguais de maneira igual, e os desiguais, na medida das suas desigualdades.
RODRIGO AUGUSTO LEMOS DA SILVA
Cruzeiro, SP

Num mar turbulento, repleto de baleias-assassinas, o peixinho Demstenes foi punido com a pena mxima, quando haveria a possibilidade de uma variedade de sanes. E os outros?
EUDES CABRAL
Porto Velho, RO

 impossvel no fazer um paralelo entre os inflamados discursos do ento senador Demstenes Torres pedindo a cabea de colegas pegos em maracutaias e as boas notcias (falsas) divulgadas pelo personagem Jakob, no filme Um Sinal de Esperana (Jakob the Liar). Assim como as falsas notcias alimentavam a alma daqueles judeus desesperanados, os discursos do ex-senador nos davam a esperana de que ainda existiam homens probos e destemidos na poltica.
JESIEL CUNHA
Natal, RN

A reportagem Anttese cassada afirma: Renan foi absolvido no plenrio e as representaes contra Sarney no chegaram sequer a virar processo no Conselho de tica, apesar das incontestveis evidncias contra ambos. Renovada  exausto, a tese de que o Conselho de tica do Senado Federal atuou contra as incontveis evidncias no se sustenta. Todas as providncias e esclarecimentos, sempre pautados em documentos, esto em http://www.senado.gov.br/senado/presidencia/anexos/verdade3.swf. De outro lado, tambm de conhecimento da revista, as representaes contra o presidente Jos Sarney foram arquivadas por falta absoluta de provas e fundamento. No apresentavam nenhum documento, apenas repetiam notcias de jornais. Quanto ao escndalo dos atos secretos, informamos que os atos no publicados foram identificados pela Fundao Getulio Vargas (FGV), contratada pelo presidente Sarney para elaborar projeto de reestruturao administrativa do Senado. Jos Sarney criou comisso de sindicncia para apurar os fatos. Tambm a pedido dele, a Procuradoria-Geral da Repblica e o Tribunal de Contas da Unio integraram-se  comisso. O grupo de tcnicos constatou a existncia de 952 atos que no tiveram a respectiva publicidade, obedecendo a uma cronologia por presidncias do Senado. Nos dois perodos em que a Casa foi presidida por Jos Sarney, constam dezesseis atos (do total de 952), sendo somente dois assinados por ele que tratavam de assuntos da rotina administrativa. Tambm por deciso de Jos Sarney, um inqurito foi aberto sobre essa irregularidade e os responsveis foram punidos.
FERNANDO CESAR MESQUITA
Secretaria de Comunicao Social do Senado Federal
Braslia, DF

PLANOS DE SADE
 lamentvel que o cidado brasileiro tenha de sofrer as consequncias do pssimo servio de alguns planos de sade nacionais (As armadilhas dos planos de sade, 18 de julho)  como se no bastassem os elevados tributos financeiros que so pagos ao estado (e que deveriam ser maciamente investidos em sade, educao e segurana pblica).
MARLO RENAN ROCHA LOPES
Fortaleza, CE

O que mais me assusta  que o governo diz que pode intervir! E vai fazer o qu? Instalar o padro SUS de atendimento?
RONALDO DOS SANTOS
Limeira, SP

Uma pena que o trabalho das agncias reguladoras do governo federal, como a ANS, sirva apenas para cobrar eficincia na prestao de servios pela iniciativa privada. Considerando a enorme carga tributria imposta pelo governo, deveria existir o mesmo esforo com sua obrigao constitucional  a sade  um direito de todos e um dever do estado.
RODRIGO DE OLIVEIRA
Limeira, SP

Na oportuna reportagem de VEJA faltou informar que os planos coletivos podem ser cancelados unilateralmente  e legalmente!  pelas operadoras se o ndice de sinistralidade atingir certo valor.
JAIME NAZARIO
Barueri, SP

Os planos de sade proliferam porque os governos no cumprem sua funo bsica de devolver aos contribuintes, sob a forma de servios pblicos decentes, os impostos extorquidos do cidado.
PAULO SERGIO FRANCO DO AMARAL
Campo Grande, MS

DANILO FORTE
Durante minha gesto como presidente da Funasa, tive o cuidado de s autorizar pagamentos com o devido parecer jurdico da procuradoria do rgo (leia-se AGU), evitando assim irregularidades (Da sade para o ralo, Holofote, 18 de julho).
DANILO FORTE 
Deputado federal (PMDB-CE)
Braslia, DF

DOM EUGNIO SALES
Parabns a VEJA pela bela pgina que dedicou  memria do cardeal-arcebispo dom Eugnio Sales (Combateu o bom combate, 18 de julho). Ele foi o grande pastor, que iniciou no Rio Grande do Norte a Campanha da Fraternidade, depois assumida em nvel nacional pela CNBB. Foi o criador das escolas radiofnicas para combater o analfabetismo no interior do Nordeste, depois assumidas pelo Movimento de Educao de Base (MEB). O primeiro bispo brasileiro que confiou a mulheres religiosas a direo de uma parquia, a de Nsia Floresta, na arquidiocese de Natal. Arcebispo do Rio, dom Eugnio promoveu grandes trabalhos sociais nas favelas cariocas, acolheu, como VEJA lembrou, milhares de perseguidos polticos pelos regimes autoritrios latino-americanos e realizou, sem alarde, como uma vez ele mesmo me confiou, muitos outros trabalhos sociais. Da se v que o cardeal Sales de conservador no tinha nada, a no ser sua adeso inquebrantvel ao sucessor de Pedro na direo da Igreja de Jesus.
DOM EDVALDO GONALVES AMARAL
Arcebispo emrito de Macei 
Recife, PE

Dom Eugnio Sales foi um sacerdote que combateu o modernismo dentro da Igreja, sobretudo as modificaes nefastas do ritual litrgico aps o Concilio Vaticano II. Em diversas ocasies, afirmou que a doutrina catlica nunca deveria ser modificada, tampouco a missa, que tem como significado central a renovao do sacrifcio do calvrio.
LUIGI SERRATRICE BOTTO
So Paulo, SP

VEJA OLIMPADA DE LONDRES
Jornalismo-arte: no h outra definio para as imagens fantsticas do ensaio Personagens, publicado na edio especial VEJA Olimpada de Londres (julho de 2012). Parabns, VEJA!
HELAINE PVOA Braslia, DF

Medalha de ouro para VEJA. Que os atletas brasileiros busquem inspirao para aumentar em Londres a nossa produo aurfera olmpica.
RONALDO CARDOSO
Caxias do Sul, RS

A capa do especial, com Neymar vestido de guarda real britnico, homenageia a primeira capa da revista Realidade, da Editora Abril, em 1966, com Pel tendo na cabea o busby usado pela guarda da rainha Elizabeth. A semelhana para por a. Pel  incomparvel.
ROBERTO BARCELLOS
Braslia, DF

Correes: a seo SobeDesce da edio 2274 (20 de junho) informou, com base em dados do site do Banco Mundial do dia 16 de junho, que o banqueiro Daniel Dantas aparecia na condio de investigado em uma lista de 150 casos de corrupo no mundo. Aps ser notificado pela equipe de Dantas, no dia 18, o Banco Mundial retirou as informaes do ar. 
 A autoria do programa de preparao olmpica do nadador Cesar Cielo  de seu treinador, Alberto Silva. O tempo estimado pela equipe de Cielo para a prova dos 50 metros nado livre em Londres vai de 20,90 segundos a 21,30 segundos, e no 21,03 segundos (Natao  agora  no peito e no brao, Especial VEJA Olimpada de Londres, julho de 2012).

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


7. BLOGOSFERA
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
PENSO AMEAADA
A j clebre penso de 18.000 reais que Rosane recebe do ex. Fernando Collor, pode estar com os dias contados. H um recurso no STJ, impetrado por Collor, requerendo a anulao do pagamento. Collor no topa pagar nem meio centavo. www.veja.com/radar 

BLOG
REINALDO AZEVEDO
Z DIRCEU
O julgamento do mensalo no a nica fonte de irritao de Jos Dirceu. Outra coisa o deixou agastado nos ltimos dias: Graa Foster, a presidente da Petrobras, decidiu obstruir os canais do Z na empresa. www.veja.com/reinaldoazevedo 

COLUNA
AUGUSTO NUNES
DIAS TOFFOLI
A sequncia de encontros de Dias Toffoli com advogados de mensaleiros avisa: apesar de ter servido por quinze anos ao PT, o ministro do STF no vai se declarar impedido. www.veja.com/augustonunes 

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
SRIA
Vamos ser ousados e anunciar: o regime srio acabou.  verdade que Bashar Assad ainda no partiu para o alm, o exlio ou a priso, mas o regime acabou e no tem volta. www.vejacom/denovayork 

BLOG MAQUIAVEL
CACHOEIRA OU Z DA ARARA?
Nas conversas entre Carlinhos Cachoeira e o agora cassado Demstenes Torres, os amigos se tratavam por professor e doutor. Mas grampos da PF registram que Cachoeira tambm se autoproclamava Z da Arara ao trocar e-mails com o contador do grupo criminoso, Geovani Pereira da Silva. Este, por sua vez, no deixava por menos: o endereo eletrnico do qual ele encaminhava documentos ao chefe tinha como login Z do Burro. Em tempo: o burro integra o grupo 3 do jogo do bicho: j a arara nem aparece entre os 25 animais do jogo de azar. www.veja.com/politica

VEJA NA OLIMPADA
TUITEIROS ESCOLHERO A COR DA LONDON EYE
Desde a ltima quinta-feira, uma das maiores atraes tursticas de Londres vem refletindo o humor dos britnicos em relao aos Jogos Olmpicos  pelo menos o daqueles que usam o Twitter. A London Eye, roda-gigante de 135 metros  beira do Rio Tmisa, passou a ser acesa em cores que exprimem o teor das mensagens postadas na rede social.  Ela fica roxa quando a maioria  negativa, verde quando as mensagens so neutras e amarela se a maior parte delas for positiva. www.veja.com/olimpiadas

NOVA TEMPORADA
LINDAS E MUITO BEM PAGAS
A revista Forbes divulgou o ranking das atrizes mais bem pagas da TV americana. No topo da lista figura a atriz colombiana Sofia Vergara, estrela de Modern Family, que teria embolsado 19 milhes de dlares entre maio de 2011 e maio de 2012. Kim Kardashian, do reality show Keeping Up with the Kardashians, vem em segundo lugar, com 18 milhes de dlares, e Eva Longoria, de Desperate Housewives, em terceiro, com 15 milhes de dlares. www.veja.com/novatemporada

Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


8. EINSTEIN SADE  CLNICAS INTEGRADAS EM ONCOLOGIA
Modelo de atendimento ao paciente feito por equipe multidisciplinar numa nica consulta agiliza a tomada de deciso sobre o tratamento.

     O diagnstico de um tumor maligno costuma ser seguido por uma maratona de consultas mdicas para a definio da conduta teraputica. Essa peregrinao, que normalmente leva de alguns dias a vrias semanas, pode trazer ainda mais medo e ansiedade ao paciente e familiares. Para poupar esse desgaste, comea a ser adotado no Brasil o conceito de clnicas integradas em oncologia. Nesse modelo, o paciente com diagnstico de cncer  atendido, numa nica consulta, por uma equipe mdica multidisciplinar  oncologista clnico, oncocirurgio e rdio-oncologista. Juntos, eles fazem uma avaliao e, em consenso, produzem um relatrio indicando as condutas teraputicas possveis e, dentre elas, a mais adequada a cada caso.
     A agilidade  o maior benefcio desse sistema, inspirado em modelo norte-americano. A consulta tem durao mdia de 90 minutos e inclui levantamento do histrico do paciente, dos exames diagnsticos j realizados e exame clnico.
     Na sequncia, a equipe se rene para discutir a conduta teraputica mais indicada, levando em conta fatores como agressividade do tumor, tempo de evoluo e condies gerais do paciente. O relatrio  entregue ao paciente pelo grupo multidisciplinar, que permanece na sala  disposio para esclarecimentos.
     Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares ou a reviso do exame anatomopatolgico (que define o tipo de tumor) para elucidar eventuais dvidas e aumentar a segurana na indicao da terapia. Se isso no for necessrio, o paciente pode sair da consulta com os primeiros procedimentos teraputicos j agendados.
     Alm de reduzir o intervalo de tempo entre diagnstico e incio do tratamento, o que  importante no caso de tumores de rpida evoluo, a clnica integrada tambm tem menor custo se comparada  rotina usual de consultar vrios especialistas separadamente. Outro aspecto favorvel  que a indicao da conduta teraputica resulta do consenso da equipe multidisciplinar, o que faz com que o paciente sinta-se mais seguro. Isso porque nas consultas separadas pode haver divergncia de opinio entre os especialistas, o que deixa o paciente confuso, levando-o a buscar outras opinies e retardando ainda mais o incio da terapia.
     Atualmente, tumores de mama e de prstata so os alvos preferenciais das clnicas integradas em oncologia, mas a tendncia  que o modelo seja estendido para atender pacientes com tumores gastrointestinais, neurolgicos e de trax.

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Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949

